O Que é a Carteira de Trabalho Digital e Como Ela Funciona
A carteira azul de papel ganhou uma versão digital
Quem começou a trabalhar antes de 2019 provavelmente ainda guarda em casa aquela caderneta azul, cheia de carimbos e anotações manuscritas. Hoje, esse documento existe em formato eletrônico: a Carteira de Trabalho Digital, também chamada de CTPS Digital.
Na prática, ela funciona como um extrato completo da vida profissional de cada pessoa, vinculado diretamente ao CPF. Não existe mais número de carteira separado, nem necessidade de levar o documento físico para ser admitido em um novo emprego.
Como o sistema reúne as informações
Os dados que aparecem no aplicativo não são digitados pelo trabalhador. Eles chegam automaticamente através do eSocial, sistema usado pelas empresas para comunicar admissões, salários, férias e desligamentos ao governo.
Isso significa que, ao ser contratado, o próprio empregador é responsável por lançar as informações. Em poucos dias, o novo vínculo aparece disponível para consulta na carteira digital do empregado.
O que é possível consultar no aplicativo
Além do histórico de empregos, a Carteira de Trabalho Digital mostra:
• Contratos ativos e anteriores, com datas de admissão e desligamento
• Função exercida e tipo de contrato (CLT, aprendiz, intermitente, entre outros)
• Remuneração registrada em cada vínculo
• Informações sobre férias e eventuais afastamentos
Por que vale a pena acompanhar os próprios dados
Manter o aplicativo instalado e revisado de tempos em tempos ajuda a identificar erros de registro, como um salário lançado errado ou uma data de admissão incorreta. Esses detalhes têm peso direto no cálculo de direitos como FGTS, seguro-desemprego e aposentadoria.
Se você perceber alguma divergência entre o que consta no aplicativo e a realidade do seu contrato, o primeiro passo é conversar com o RH da empresa, já que o ajuste normalmente é feito pelo próprio empregador no eSocial.
Quando vale procurar orientação jurídica
Divergências que a empresa se recusa a corrigir, ou que envolvem períodos trabalhados sem qualquer registro, costumam exigir uma análise mais aprofundada. Nesses casos, contar com um advogado trabalhista ajuda a entender quais direitos podem ser cobrados e qual o caminho mais seguro.
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