O Que Acontece com Quem Recebe uma Medida Protetiva? Direitos e Restrições

📅 30 de June de 2026 ⏱ 3 min de leitura
O Que Acontece com Quem Recebe uma Medida Protetiva? Direitos e Restrições

A vida da pessoa muda de forma concreta, não simbólica

Receber uma medida protetiva não é apenas uma advertência formal: as restrições impostas têm efeito prático imediato, e o descumprimento gera consequências criminais sérias.

O que geralmente fica proibido

• Aproximar-se da vítima, familiares e testemunhas, respeitando a distância mínima definida pelo juiz
• Manter qualquer tipo de contato, seja pessoalmente, por telefone, mensagens ou redes sociais, mesmo que indiretamente por meio de terceiros
• Frequentar determinados lugares, quando essa restrição for especificamente determinada
• Portar armas de fogo, mesmo que possua registro e porte regularizados

O que costuma continuar sendo permitido

Salvo determinação judicial específica em sentido contrário, a pessoa mantém, em regra, seus direitos civis básicos, como continuar trabalhando, morando em outro local (fora do lar da vítima, se essa for uma das restrições), e seguir com sua vida cotidiana, desde que respeitando rigorosamente os limites impostos.

É possível trabalhar no mesmo local que a vítima?

Essa é uma situação que exige atenção especial, já que a proximidade física no ambiente de trabalho pode configurar violação da medida protetiva, mesmo sem intenção de contato direto. Nesses casos, pode ser necessário buscar ajuste específico junto ao juízo, ou até mudança de função ou local de trabalho.

A pessoa continua tendo acesso aos filhos em comum?

Depende do que foi especificamente determinado. Em muitos casos, a medida protetiva não elimina automaticamente o direito de convivência com os filhos, mas pode restringi-lo ou determinar que ocorra de forma supervisionada, especialmente quando há risco identificado também em relação às crianças.

Existe algum efeito imediato nos bens ou na conta bancária?

Não diretamente pela medida protetiva em si, salvo quando ela inclui prestação de alimentos provisionais ou outras medidas patrimoniais específicas, que passam a ser exigíveis conforme determinado pelo juiz.

Descumprir qualquer uma dessas restrições é crime

O descumprimento de medida protetiva, no contexto da Lei Maria da Penha, configura crime autônomo, com pena de reclusão de 2 a 5 anos, o que reforça a seriedade dessas restrições, mesmo quando parecem pequenas no dia a dia.

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