Pai Desempregado é Obrigado a Pagar Pensão Alimentícia?
A obrigação não desaparece com o desemprego
Uma das dúvidas mais comuns entre pais que perdem o emprego é se a pensão alimentícia deixa de ser devida enquanto não há renda formal. A resposta é não: o dever de sustento em relação aos filhos existe independentemente da situação profissional do genitor.
O que muda, então?
O que pode (e geralmente deve) mudar é o valor da pensão, já que ele costuma ser calculado com base na capacidade financeira de quem paga. Perder o emprego formal reduz essa capacidade, o que pode justificar um pedido de revisão para reduzir temporariamente o valor.
Como pedir a redução
A redução não é automática. O pai (ou mãe) desempregado precisa entrar com uma ação de revisão de alimentos, comprovando a queda de renda por meio de documentos como comprovante de rescisão, extrato do seguro-desemprego ou declaração de ausência de vínculo formal.
Até que essa revisão seja julgada, a pensão no valor anterior continua sendo devida, o que reforça a importância de agir rapidamente após a perda do emprego.
E se não houver mesmo nenhuma renda?
Mesmo sem emprego formal, o entendimento é que existe um dever mínimo de contribuição, buscando outras formas de renda, como trabalhos informais, sempre que possível. Em situações de desemprego prolongado e sem qualquer capacidade de pagamento, o valor pode ser fixado próximo do mínimo necessário, mas raramente é extinto por completo enquanto o filho for menor de idade.
O que acontece se eu simplesmente parar de pagar?
Deixar de pagar sem pedir formalmente a revisão gera acúmulo de dívida, que pode ser cobrada integralmente depois, com juros, mesmo que o motivo do atraso tenha sido a perda de emprego. Por isso, o caminho correto é sempre judicializar o pedido de redução, e não simplesmente parar de pagar por conta própria.
Perdeu o emprego e não sabe como ajustar o valor da pensão de forma correta? Um advogado de família pode orientar sobre o pedido de revisão e evitar o acúmulo de dívidas. Veja mais conteúdos assim no blog jurídico.